O primeiro semestre do ano foi marcado pela pandemia do coronavirus que se mantém em níveis elevados no País, por uma forte piora nas contas públicas e um brutal aumento da desigualdade, desemprego e retração econômica. Há, ainda, elevado grau de incerteza sobre os rumos da economia, o que torna complexa a avaliação de como se comportará a atividade econômica daqui para a frente. Junte-se a isso, as questões políticas que vem dificultando a implantação de programas que auxiliem, ou minimizem, os efeitos da pandemia sobre a economia.
É nesse contexto que duas questões fundamentais se colocam sobre a recuperação da economia.
Primeiro, como equilibrar a necessidade de reduzir o elevadíssimo déficit público com a dependência que a demanda privada doméstica mostra das transferências governamentais, em especial o Auxílio Emergencial? E em que grau a forte elevação já observada na dívida pública será uma barreira à retomada da economia?
Segundo, como resolver os problemas que, já antes da pandemia, restringiam o crescimento da economia brasileira.
Para debater esses temas, o Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getulio Vargas, e o jornal Folha de S. Paulo realizam o webinar "Os caminhos da recuperação"