Na maioria dos países, o pior da crise de saúde pública e na economia parece ter ficado para trás. Apesar de alguns focos localizados, como no Sul dos EUA e na Espanha, o número de novos casos parou de crescer e o de mortes vem caindo, conforme melhoram os protocolos hospitalares e se identificam novos tratamentos contra a Covid-19. Há também boas notícias quanto à busca de uma vacina, ainda que essa não deva estar disponível em larga escala este ano, mesmo no melhor dos cenários.
A reabertura parcial de vários negócios e a força dos estímulos fiscais e monetários adotados nas principais economias têm permitido alguma recuperação na atividade econômica, que, em nível global, voltou a surpreender positivamente ao longo das últimas semanas. No Brasil, depois de maio e junho terem mostrado recuperações parciais da forte queda de atividade em março e abril, a tendência é que a retomada ganhe força no terceiro trimestre.
No entanto, muitas dúvidas ainda persistem, especialmente sobre como as coisas vão se desenrolar no resto deste ano e no próximo. E, em relação à pandemia, há sempre o risco de uma segunda onda. Para traçar os cenários futuros para a economia brasileira, o Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas, e o jornal O Estado de S. Paulo convidam para o III Seminário de Análise Conjuntural.